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Recibo de Compra e Venda de Moto: Modelo Grátis

Recibo de compra e venda de moto com placa, Renavam e chassi. Preencha online e baixe grátis em PDF ou Word.

01 Preencha

R$

Exemplo: 2019/2020.

Multas, IPVA ou licenciamento em aberto na data da venda, e quem ficou responsável.

Faltam: Valor da venda, Marca e modelo da moto, Placa, Renavam, Nome do vendedor, Nome do comprador, Cidade

01O que é o recibo de compra e venda de moto

O mercado de motos usadas funciona no boca a boca, com valores que raramente passam de vinte mil reais e negócios fechados no mesmo dia. Essa informalidade é justamente o que torna o documento escrito necessário: quanto menor o valor, maior a tentação de fechar no aperto de mão, e maior a chance de ninguém conseguir provar nada depois.

O recibo registra quem vendeu, quem comprou, qual a moto e por quanto, com os identificadores que a individualizam: placa, Renavam e chassi. Ele documenta o negócio e a data em que a responsabilidade mudou de mãos.

Duas particularidades deste mercado moldam o resto desta página. A primeira é o financiamento: parcela relevante das motos em circulação tem gravame ativo, o que impede a transferência até a quitação. A segunda é a rotatividade: motos trocam de dono com frequência e às vezes passam por vários compradores sem nenhuma transferência registrada, formando uma cadeia em que o nome do primeiro proprietário continua respondendo por tudo.

02Quando usar

  • Venda direta entre particularesA situação mais comum e a de maior risco, porque não há intermediário conferindo documentação nem registrando a operação.
  • Moto usada como entrada em outra compraRegistrando o valor atribuído à moto entregue e a diferença paga, para que as duas pontas do negócio fiquem documentadas.
  • Venda com financiamento em abertoDocumentando o acordo sobre quem quita o saldo e em que prazo, enquanto o gravame ainda impede a transferência.
  • Venda parceladaUm recibo por parcela paga, e o registro do saldo devedor. Com duas testemunhas, o documento vira título executivo extrajudicial.
  • Entrega imediata com transferência posteriorA data do recibo é o marco a partir do qual a responsabilidade pelo uso e pelas infrações passa ao comprador.

03O que vai em cada campo

  1. 01
    Valor da vendaO valor acordado. O extenso é escrito automaticamente e impede a alteração de um dígito depois da assinatura.
  2. 02
    Marca, modelo, ano e corCopie do documento da moto, incluindo cilindrada quando o modelo tiver versões diferentes. Ano de fabricação e ano de modelo costumam ser distintos.
  3. 03
    Placa, Renavam e chassiOs identificadores únicos do veículo. Confira dígito a dígito: erro aqui é o que mais compromete o valor do documento como prova.
  4. 04
    QuilometragemMarcação do odômetro na entrega. Em moto o desgaste por quilômetro pesa muito no preço, e o registro protege os dois lados.
  5. 05
    Forma de pagamentoPix, transferência, dinheiro, financiamento ou parte em troca. Permite cruzar o recibo com o comprovante bancário depois.
  6. 06
    Débitos existentesMultas, IPVA e licenciamento em aberto, com quem assumiu cada um. Também é o lugar de registrar gravame pendente e o acordo de quitação.
  7. 07
    Vendedor e compradorNome completo e CPF ou CNPJ dos dois, conferidos contra o documento de identidade apresentado na assinatura.
  8. 08
    ObservaçõesAcessórios que acompanham, garantia combinada, saldo a pagar e prazos. É o campo que evita a discussão sobre o que estava incluído.

GuiaComo preencher um recibo sem errar traz os erros que tiram a força do documento e o que fazer quando falta um dado.

04Moto financiada: o gravame trava a transferência

Boa parte das motos usadas em circulação foi comprada financiada, com alienação fiduciária em garantia. Nesse arranjo, previsto no artigo 66-B da Lei 4.728 de 1965, a propriedade fica resolúvel em nome do credor até a quitação, e o registro dessa condição no sistema do Detran é o que se chama de gravame.

Com gravame ativo, o Detran não conclui a transferência. O caminho usual é combinar a quitação: o comprador paga o saldo devedor diretamente ao banco, ou paga ao vendedor o valor necessário para que ele quite. Depois da quitação, o banco comunica a baixa do gravame, o que costuma levar alguns dias úteis, e só então a transferência pode ser processada.

Enquanto isso não acontece, o recibo é o que documenta o acordo. Use o campo de débitos e o de observações para registrar quem paga o quê, o prazo combinado e o que acontece se a baixa não sair. Consultar o gravame pela placa e pelo Renavam no site do Detran antes de fechar o negócio é a checagem que evita o problema inteiro.

05O problema da moto repassada em cadeia

A moto sai, o comprador não transfere, revende meses depois para um terceiro, que também não transfere. Formam-se três ou quatro donos de fato sem nenhuma mudança no registro, e todas as infrações continuam sendo lançadas contra o primeiro nome, que muitas vezes já nem sabe onde a moto está.

Quem vende precisa cortar essa corrente no seu elo. O caminho é a comunicação de venda ao órgão de trânsito, apresentando o comprovante do negócio assinado e datado, prevista no artigo 134 do Código de Trânsito Brasileiro. Feita a comunicação, cessa a responsabilidade solidária pelas penalidades posteriores. O recibo preenchido é o documento que instrui esse pedido, porque reúne data, dados do comprador e assinatura dele.

Quem compra tem o problema espelhado: adquirir uma moto de alguém que nunca transferiu significa herdar débitos acumulados por donos anteriores, porque as pendências acompanham o veículo. Antes de pagar, consulte débitos e restrições pela placa e pelo Renavam, e confira se o nome do vendedor é o mesmo que consta no registro. Divergência aí é sinal de que a moto já vem com um elo quebrado.

Baixe o modelo pronto

Os arquivos abaixo trazem o exemplo preenchido, para você conferir o formato antes de gerar o seu. O PDF preserva o layout em qualquer aparelho; o Word permite editar o texto antes de imprimir.

07Perguntas frequentes

Posso vender a moto que ainda está financiada?

Pode negociar, mas a transferência só sai depois de quitado o financiamento e baixada a alienação fiduciária no registro do veículo. Enquanto o gravame existe, o banco figura como credor fiduciário e o Detran não conclui a transferência. O caminho usual é o comprador quitar o saldo devedor, o banco emitir a baixa e só então a transferência ser processada.

O que é gravame e como sei se a moto tem um?

Gravame é o registro eletrônico da alienação fiduciária no sistema do Detran, que indica que o veículo garante uma dívida. Você consulta pela placa e pelo Renavam no site do Detran do estado de registro. Comprar moto com gravame ativo sem tratar a quitação é o erro mais caro deste mercado.

Este recibo transfere a moto para o meu nome?

Não. A transferência acontece no Detran, com o documento próprio de transferência, hoje eletrônico na maior parte dos estados. O recibo prova o negócio, a data e o valor, e é o documento que sustenta a comunicação de venda, mas não substitui o procedimento oficial.

Moto de leilão ou com registro de sinistro pode ser vendida assim?

Pode, desde que a condição seja informada por escrito. Moto recuperada de sinistro carrega anotação na base do Detran, e omitir isso do comprador configura vício redibitório e pode caracterizar estelionato. Descreva a origem no campo de observações e guarde a via assinada: é o que separa uma venda transparente de um problema criminal.

Capacete e acessórios entram no recibo?

Entram se fizeram parte do negócio. Baú, protetor de motor, alarme, capacete e jogo de peças novas podem ser listados no campo de observações. Descrever o que acompanha a moto evita a discussão sobre o que deveria ter sido entregue junto.

Como registro a quilometragem?

Anote a marcação do odômetro na entrega, no campo próprio. Em moto, a quilometragem influencia bastante o preço e é um dos itens mais sujeitos a contestação. O registro escrito na data da venda serve de referência para as duas partes.

Preciso reconhecer firma no recibo de venda da moto?

No recibo não é obrigatório. No documento de transferência, sim: a versão em papel exigia firma reconhecida por autenticidade, e a eletrônica usa assinatura digital com validação de identidade. Reconhecer a firma no recibo é reforço de prova, e faz sentido quando há saldo parcelado.

As multas anteriores são de quem?

Do vendedor, porque correspondem a infrações cometidas no período em que ele respondia pelo veículo. Na prática, débitos em aberto impedem a transferência, então o costume é quitá-los antes. O campo de débitos existe para registrar por escrito o que ficou pendente e de quem é a responsabilidade.

Vendi a moto e o comprador não transferiu. O que faço?

Faça a comunicação de venda no Detran apresentando o recibo assinado com a data do negócio e os dados do comprador. Isso interrompe a responsabilidade solidária dali em diante. Guarde também o comprovante da comunicação, que é o que prova a data em que você cumpriu a obrigação.

Vale colher testemunhas?

Vale quando a venda é parcelada ou quando as partes não se conhecem. Duas testemunhas com nome e CPF tornam o documento título executivo extrajudicial, nos termos do artigo 784, inciso III, do Código de Processo Civil, o que facilita cobrar um saldo em aberto sem precisar discutir a existência da dívida.

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Aviso

Os modelos deste site são elaborados com base na legislação citada em cada página e servem como referência. Não substituem a orientação de um advogado. O preenchimento e o uso do documento são de responsabilidade de quem o emite. Este modelo se baseia em Código Civil (Lei 10.406/2002), artigos 481 a 532; Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997), artigos 123 e 134; Lei 4.728/1965, artigo 66-B (alienação fiduciária).